[PDF]

Bianca Bernardo Barros


Título da Dissertação de Mestrado:

A FÁBRICA DE PELES: HUNDERTWASSER E O CAMINHAR CONTEMPORÂNEO


Professor Orientador:

Profª Drª Maria Luiza Fatorelli


Ano:

2008


Resumo:

Por convergência teórica, esta tese de dissertação é estruturada em quatro capítulos, retomando a teoria das cinco peles de Hundertwaser. O artista austríaco, filho de mãe judia e pai ariano, realizou em Paris sua primeira exposição no ano de 1954 e desde então, não cessou mais de trabalhar, aglutinando os exercícios de arquiteto, ambientalista, naturista e higienista moral, assim como as atividades de pintor e gravador, todos efetivados nos múltiplos diálogos estabelecidos por cada pele. As cinco peles de Hundertwasser são: a primeira pele, a epiderme; a segunda pele, o vestuário; a terceira pele, a casa; a quarta pele, nossa identidade social; e por último, a quinta pele planetária. Hundertwasser acredita o homem como um ser de camadas, que se desenrolam por uma espiral concêntrica, que parte do eu-profundo para o mundo exterior, operada por osmose, nas cadeias sucessivas dos níveis de consciência do indivíduo. As cinco peles de Hundertwasser são um plano de vida— e mais: uma reflexão profunda do ser e estar sobre a terra, colocado em prática ao longo de sua jornada artística. A abordagem pretende desdobrar tal teoria —o que cada pele me suscinta—no corpo fabril da minha produção em relação a de outros artistas e teóricos. A transmissão das cinco peles de Hunderwasser desenvolve-se em situações de alargamento das peles. Uma apropriação que re-contextualiza, revela novos posicionamentos no caminhar da arte contemporânea.


Palavras-chave:

Pele, Hundertwasser, níveis de consciência, utopia, heterotopia, arte pós-guerra, outra face da história da arte.


Abstract:

By theoretical convergence, this thesis dissertation is structured in four chapters, referring to the five skins theory of Hundertwaser. The Austrian artist, son of a Jewish mother and German father, held his first exhibition in Paris in the year 1954 and has not stopped since then, as an architect, environmentalist, naturist and moral hygienist, as well as the activities of painter and engraver, all realized in the multiple dialogues established for each skin. The five skins of Hundertwasser are: the first skin, the epidermis; the second skin, clothing; the third skin, the home; the fourth skin, our social identity; and finally, the fifth planetary skin. Hundertwasser believe the man is a being of layers, which unrolls as a concentric spiral, that part from the deep-self to the outside world, operated by osmosis, in the successive chains of consciousness levels of the individual. The five skins of Hundertwasser are a life project — and more: a deep reflection of the being and standing on the earth, put into practice along his artistic journey. The approach seeks to unroll such theory — what each particular skin brings me — in the body of my production, relating to other artists and theorists. The transmission of the five skins of Hunderwasser develops as situations that extends the skins. An appropriation that brings new context, revealing new ways of contemporary art.


Keywords:

Skin, Hundertwasser, levels of consciousness, utopy, heterotopy, post-war art, another face in the history of art.


Clique no link para ter acesso ao texto integral em ".pdf":

A fábrica de peles: Hundertwasser e o caminhar contemporâneo