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Elena Maria O'Neill Hughes


Título da Dissertação de Mestrado:

FOTOGRAFIA PERFORMÁTICA


Professor Orientador:

Prof. Dr. Luiz Cláudio da Costa


Ano:

2008


Resumo:

Este trabalho se propõe pensar a fotografia performática. Embora esta noção não tenha sido ainda definida, é possível identificar em algumas obras de Eugène Atget, Lászlo Moholy-Nagy, Marcel Duchamp e Gordon Matta-Clark particularidades que me levaram a nomeá-las dessa forma. A tentativa de definir o conceito de fotografia performática assim como algumas reflexões sobre esses trabalhos a partir dessa definição, me permitiram abordar questões tais como o confronto da continuidade da percepção com a multiplicidade de uma visão não sintética, a impossibilidade da memória de completar mentalmente aquilo que não se apresenta como visível recorrendo a objetos semelhantes, o desconforto frente a situações que não conhecemos e a insatisfação de nossos hábitos visuais. Considerar a fotografia como ato, como atividade concreta, implica um posicionamento e uma intervenção no real, plausível de afetar diversos níveis da experiência humana. Uma ação impulsionada pela obra e intrínseca à formação de uma realidade estética, que questiona convicções, desmaterializa pontos de vista fixos, dissolve os a priori e aprofunda níveis de percepção. Mas ainda que nos coloque frente a alguns desafios, também nos permite, entre outras coisas, dotar as imagens fotográficas de plasticidade e assim tirar o aspecto fixo delas.


Palavras-chave:

Fotografia performática, delírio, espaço.


Abstract:

This thesis is an approach towards thinking photography as performative. Although this concept not been defined yet, it is possible to identify certain aspects in some of the works of Eugène Atget, László Moholy-Nagy, Marcel Duchamp and Gordon Matta-Clark that lead to name it that way. Trying to outline the notion of performative photography as well as some considerations on the works of those artists based on that concept, allowed inquiring issues such as the confront between the continuity of perception and the multiplicity of a non-synthetic vision, the impossibility of memory to complete mentally that which does not present itself as visible unless having recurring to similar objects, the inadequacy we feel facing unknown situations and the non-satisfaction of our visual habits. Photography as an act, as a concrete activity, involves taking a position and interfering in reality, affecting several levels of human experience. An action driven by the work itself and intrinsic to an esthetic reality, that questions convictions, dissolves previous ideas and demands deeper levels of perception. Although it forces us to face some challenges, it also enables us to bestow plasticity to photographic images, thus removing their fixed condition.


Keywords:

Performative photography, hallucination, space.


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Fotografia performática