Nelson Ricardo Ferreira da Costa

 

Título da Dissertação de Mestrado:

A VISUALIDADE POSSÍVEL

 

Professor Orientador:

Profª Drª Malu Fatorelli

 

Ano:

2007

 

Resumo:

Proponho alguns possíveis pontos de relação entre a produção visual do período que Hans Belting definiu como sendo o da imagem anterior à Era da Arte, marca direta do contato com um mundo divino/espiritual/imaterial, e o momento que Arthur Danto chama Pós-histórico.

Este “desvaloriza o olhar” ao declarar desnecessária a existência de fato de um objeto visual palpável e que, para termos acesso à arte, teríamos de ultrapassar a experiência sensorial e ir para o pensamento, ou seja, para a filosofia.

Sugiro que aquela concepção de objetos palpáveis, resultantes de um fenômeno miraculoso em que se contatariam traços físicos de origem divina e imaterial, poderia ter subsistido na referência contemporânea a obras/imagens conceituais/mentais vinculadas e elementos materiais  transitórios .

Em seguida busco investigar a suposta perda na arte contemporânea da relação sujeito/objeto, que estaria próxima da relação olhar e ser olhado, estando essa ruptura definida, por exemplo, na desconsideração da necessidade do olhar e no conseqüente desprezo pelo ato de ser em troca olhado.

Aproximo uma série de trabalhos por mim desenvolvidos chamada Espaço Intermediário às investigações de Georges Didi-Huberman sobre a concepção do olhar como uma cisão, uma espécie de espaço de relação onde o ato de ver só se manifestaria ao abrir-se em dois.

A visualidade possível se daria como algo híbrido, não só através do olho e não apenas pensamento puro, apenas filosofia; uma conjugação, espaço de um olhar e ser olhado, espaço dialético entre sujeito e objeto e não a retirada de ambos.

 

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A Visualidade Possível