PPGARTES - Programa de Pós-graduação em Artes da Uerj

Jorge Luiz Cruz

docentes

Email: jlcruz@ig.com.br
Lattes: http://lattes.cnpq.br/8779558447742599
Site: http://www.lcv.uerj.br/

Área de Investigação:
Investigação sobre regiões fronteiriças entre campos como cinema e literatura, cinema e artes visuais. Neste momento, examinando as relações entre a palavra e a imagem cinematográfica e, com especial atenção, para o roteiro (que não é produto final, e sim obra intermediária entre o argumento - texto inicial, escrito ou não, romance, conto, reportagem ou uma idéia original - e o filme projetado).

Projetos de pesquisa:
MÁQUINA-PERFORMANCE
Se aceitarmos que a performance social de intervenção urbana é um somatório de fluxos alimentados por máquinas desejantes de caráter ambíguo, ativas e reativas, podemos entender que só o atravessamento por outros fluxos leva a uma interrupção nas suas práticas sonolentas, que podem ser problematizadas por um acidente qualquer, inclusive artístico. O gesto que vem daí nos empurra, nos faz gaguejar, e não digo que isto ocorra apenas com o possível público das ruas, mas também com os próprios performers, pois as práticas dos corpos da performance não são, não querem ser e não tem como ser nem pedagógicas, nem artísticas, nem tampouco políticas. São, enfim, elementos que agem para os outros se despersonalizarem, tornarem-se larvas, e se deixarem penetrar por todas as multiplicidades dos novos fluxos resultantes desta experiência coletiva. O que pretendemos com a performance artística de intervenção no espaço público é evitar a redundância das séries, e isto com ações que remetam a outros tipos de séries contaminadas por um fora não-narcísico e não narcisista, não negociável e não corruptível. E é aqui que a experiência pretende ser a mais radical que podemos propor neste momento: isto é, que a performance seja ela própria certo tipo de máquina de guerra. Uma máquina que permita desvelar o seu aspecto máquina e o seu funcionamento na construção desejante, ou seja, suas “intensidades, fluxos, processos, objetos parciais, todas as coisas que não querem dizer nada” (Deleuze; Guattari). Talvez a questão que aqui apareça seja: como saber se esta máquina-performance funciona? O caminho nos indica como resposta o seu próprio fluxo máquina, a responsabilidade/irresponsabilidade desta prática artística e as reflexões que constituem a sua gênese e as que dela decorrem.
Com a realização da Máquina-performance, retomaremos também a discussão sobre a documentação do fazer artístico e sua distribuição, através da realização de uma poética documental que permita fomentar o debate sobre as práticas e teorias audiovisuais contemporâneas.

Os cinemas dos países lusófonos (África e Portugal)
Uma vez que a maioria das Mostras de audiovisuais e das exposições de artes dos países da África tratam das realizações dos países de línguas francesa e inglesa; que há escassez de publicações que tratem das obras dos países de língua portuguesa; e ainda devido ao fato de que todos estes países conquistaram suas independências muito recentemente, entre 1973 e 1975, optamos por estudar a produção audiovisual dos países africanos participantes da Comunidade dos países de língua portuguesa/CPLP: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a partir das produções deste período, com a intenção de identificar as características específicas destas diversas cinematografias e também de mapear as suas (principais) obras.

Grupo de pesquisa:
Pensamento e experiência: audiovisual, artes, mídia e design - Líder